SEXTA-FEIRA, 31 10 DE 2014

Finanças | 16:58

Falta tempero à Ajinomoto

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Untitled-1O molho da Ajinomoto no Brasil desandou. A fabricante de alimentos deverá fechar o ano fiscal de 2014/2015 com crescimento zero. Os japoneses esperavam compensar com folgas a perda de receita de R$ 200 milhões no ano passado. Alguém vai acabar pagando a conta. Procurada, a empresa disse que é "precipitado" fazer projeções neste momento.

 

 



SEXTA-FEIRA, 31 10 DE 2014

Finanças | 16:22

HSBC sem arena

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Untitled-1A dois anos das Olimpíadas, o HSBC Arena pode ficar sem pai nem mãe. De um lado, o banco reavalia o contrato de naming & rights; do outro a francesa GL Events, responsável pela gestão do ginásio, estuda pular fora do negócio devido à baixa rentabilidade. Procurados pelo RR, HSBC e GL Events não quiseram se manifestar.

 

 



SEXTA-FEIRA, 31 10 DE 2014

Finanças | 14:48

Roberto Amaral a caminho do PT e do governo Dilma

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Untitled-1A fidelidade de Roberto Amaral (foto), que se negou a apoiar Aécio Neves e rompeu com o PSB, pode lhe valer uma ficha de filiação no PT em 2015. Além da nova identidade partidária, Amaral teria algumas missões no governo. Poderia começar pelo retorno ao Conselho de Itaipu, de onde saiu quando o PSB deixou a base aliada.

 

 



SEXTA-FEIRA, 31 10 DE 2014

Finanças | 14:14

Caramuru entrega um pedaço de suas terras II

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Untitled-1Com a operação, o empresário César Borges de Souza (foto), principal acionista da Caramuru, acertará dois alvos com uma só bala. De um lado, a empresa receberá uma injeção de capital; do outro, equacionará quase 90% das suas dívidas com vencimento até 2018, de acordo com a fonte do RR. Ressalte-se que o peso desse passivo, não é de hoje, vem limitando a capacidade da Caramuru de fazer novos investimentos de porte. Com o fôlego redobrado, espera-se que a trading paranaense tire da gaveta o maior dos seus projetos: o processo de internacionalização. Os planos da companhia preveem a construção de uma unidade de esmagamento de soja, de um centro de distribuição e de um porto na China, estrutura que permitiria o acesso a outros mercados asiáticos.

 

 



SEXTA-FEIRA, 31 10 DE 2014

Finanças | 14:10

Caramuru entrega um pedaço de suas terras I

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Untitled-1Uma das maiores tradings agrícolas do país, com faturamento anual de R$ 7 bilhões, a Caramuru tem tudo para se tornar um enclave estrangeiro em terras brasileiras. Um pool de fundos internacionais liderados pelo alemão KfW Bakengruppe e pelo holandês Rabobank estaria negociando sua entrada no capital da empresa. As conversações passam pela transferência de até 20% da empresa. Oficialmente, a Caramuru nega a operação. No entanto, não custa lembrar que o Rabobank é um dos principais credores da companhia. Nos últimos quatro anos, o banco holandês emprestou mais de US$ 500 milhões para a empresa. Segundo o RR apurou, parte da operação envolve exatamente a conversão em ações de créditos da instituição financeira.

 

 



SEXTA-FEIRA, 31 10 DE 2014

Finanças | 12:31

Valec será sócia da Norte-Sul

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Untitled-1A Valec terá 25% do capital do consórcio vencedor da disputa pela construção e operação da Ferrovia Norte- Sul. Procurada, a estatal informou "não ter conhecimento sobre o assunto".

 

 



SEXTA-FEIRA, 31 10 DE 2014

Finanças | 11:30

O “vem, não vem” da Ikea

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Untitled-1A sueca Ikea, uma das maiores redes de móveis e artigos de decoração da Europa, teria adiado mais uma vez sua chegada ao Brasil. As incertezas em relação à economia em 2015, aliada à alta carga tributária, arrefeceram o apetite dos escandinavos.

 

 



SEXTA-FEIRA, 31 10 DE 2014

Finanças | 10:38

Dilma Rousseff vai por montadoras nos eixos III

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Untitled-1No entanto, nem tudo são espinhos. O setor é intensivo em mão de obra - entre vagas diretas e indiretas, soma mais de 1,5 milhão de postos de trabalho -, emprega pessoal especializado, ou seja, com remuneração salarial mais alta, está entre os segmentos com maior coeficiente de inovação e tem um papel razoável na pauta de exportações brasileiras, além de responder por algo em torno de 18% do PIB industrial. Ressalte-se ainda que o segmento fez uma espécie de ocupação geoeconômica. Em algumas localidades do país, fábricas de automóveis são o próprio município em que estão. Em razão das tantas variáveis positivas e negativas que pesam na balança, a indústria automobilística tem um pé no paraíso e outro no inferno. Esta ambígua combinação torna ainda mais complexo qualquer movimento de reorientação do setor. Dobrar o lobby das montadoras é uma tarefa nuclear. Mas Dilma Rousseff está convencida de que é necessário confrontar o segmento e caminhar progressivamente para outras soluções de transporte. O governo não vai se furtar a apoiar essa transição. De antemão, até que alguma decisão seja tomada, pode se esperar que o oligopólio das quatro rodas se dirija em carreata para Brasília com a faca entre os dentes.

 

 



SEXTA-FEIRA, 31 10 DE 2014

Finanças | 09:21

Dilma Rousseff vai por montadoras nos eixos II

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Untitled-1A nomenclatura adotada pelo governo é propositalmente dúbia. Não se trata apenas de um grupo para acompanhar o desempenho da indústria automobilística, mas também para adequar a produção às necessidades de um novo modelo de mobilidade urbana. As montadoras estão cuspindo muito mais carros nas cidades do que o crescimento das taxas demográficas. Automóveis, que já foram sinônimo de solução, tornaram- se eufemismo de problema, seja pelo efeito nocivo sobre a circulação nos grandes centros, seja pelo seu elevado impacto ambiental. Ao mesmo tempo, a indústria automobilística tem contribuído menos na arrecadação de tributos. Talvez seja o setor com maior poder de chantagem fiscal sobre os governos. Ano sim, outro também, arranca uma desoneração por motivos igualmente invariáveis: elevação do custo de financiamento, aumento excessivo da folha de salário, mudanças drásticas do câmbio. Só que as montadoras são favorecidas por uma redistribuição de renda perversa. Nadam em subsídios e incentivos doados pelo Tesouro. Se, por um lado, a indústria automobilística economiza em tributos, por outro exporta mais capital. É um dos segmentos que realiza a maior repatriação de lucro entre as empresas estrangeiras. No ano passado, as fabricantes de automóveis instaladas no país remeteram à matriz cerca de US$ 3,3 bilhões.

 

 



SEXTA-FEIRA, 31 10 DE 2014

Finanças | 08:12

Dilma Rousseff vai por montadoras nos eixos I

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Untitled-1A presidente Dilma Rousseff deverá criar um grupo de acompanhamento da indústria automobilística com o objetivo de planejar o desenvolvimento do setor e promover mudanças estratégicas já a partir de 2015. A medida vem sendo acalentada no Palácio do Planalto desde março deste ano, portanto muito antes do início da campanha eleitoral. A coordenação dos debates internos sobre o projeto está a cargo do ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, que, por sinal, demonstra não se sentir muito à vontade com a missão. Mercadante é uma espécie de Deus e Diabo na terra das montadoras. Se, por um lado, considera que é inevitável intervir no setor automotivo, por outro tem ligações históricas com o setor - o PT nasceu nos parques das montadoras.

 

 



QUINTA-FEIRA, 30 10 DE 2014

Finanças | 17:10

Diamond Mountain é um fundo no estaleiro II

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blog89A rigor, Mauro Campos (foto) tem duas opções para manter seu estaleiro, dono de uma carteira de 12 encomendas de embarcações para a Petrobras. Uma delas é esperar pelo leilão e partir para uma negociação com o novo controlador, para estender o contrato de arrendamento. Trata-se, no entanto, de uma hipótese arriscada, sem qualquer garantia de sucesso. Tanto que Campos tem se movimentado na tentativa de participar do leilão. No entanto, os problemas do fundo de investimento não finaram junto com o nome RN Naval. O principal deles são as turbulências que atingem seu maior cotista, o Postalis. Sem o apoio do fundo de pensão dos Correios – e, diante das circunstâncias, dificilmente ele virá - é pouco provável que o Diamond Mountain tenha fôlego para entrar no leilão.



QUINTA-FEIRA, 30 10 DE 2014

Finanças | 16:55

Diamond Mountain é um fundo no estaleiro I

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O fundo RN Indústria Naval, do investidor Mauro Campos, trocou de nome, mas não de sina. O agora rebatizado Diamond Mountain Capital Group já nasceu dentro de um córner. O Dia D do private equity é 28 de novembro, data prevista para o leilão do antigo estaleiro Caneco, na Zona Portuária do Rio de Janeiro. Seu único ativo - uma unidade de produção de embarcações offshore - funciona em uma área arrendada dentro das instalações do Caneco. O contrato de arrendamento não dá ao Diamond Mountain qualquer garantia de permanência no local. No dia seguinte ao leilão, o novo controlador do estaleiro pode retomar toda a propriedade. Para piorar a situação do fundo, o modelo de leilão da massa falida do Caneco terá uma importante mudança. Para todos os efeitos, o preço de R$ 417 milhões está mantido. Mas a Justiça aceitará ofertas inferiores caso sejam respeitadas certas condições de pagamento, informação confirmada ao RR pelo TJ-Rio.



QUINTA-FEIRA, 30 10 DE 2014

Finanças | 15:12

CPFL aumenta investimentos em energia eólica

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Untitled-1A CPFL Renováveis vai avançar nos projetos de energia eólica. Seja por meio de aquisições, seja por meio de investimentos no greenfield, a empresa pretende ampliar seu parque gerador de seis mil para oito mil megawatts.

 

 



QUINTA-FEIRA, 30 10 DE 2014

Finanças | 13:19

Um foguete chinês no Maranhão

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6Autoridades chinesas sinalizaram ao Ministério da Defesa interesse em assumir parte da. Em Brasília, a investida dos asiáticos é vista com bons olhos. O governo da Ucrânia, parceiro do Brasil no empreendimento, mandou para o espaço todas as promessas de investimento.

 

 



QUINTA-FEIRA, 30 10 DE 2014

Finanças | 11:15

CEG e CEG unem seus dutos

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5A Gas Natural retomou o projeto de fusão da CEG e da CEG Rio – responsáveis, respectivamente, pela concessão de gás na Região Metropolitana e no interior do estado. Uma peça fundamental desta engrenagem é o BNDES, acionista das duas empresas. A associação seria seguida de um plano de investimentos da ordem de R$ 1 bilhão.

 

 



QUINTA-FEIRA, 30 10 DE 2014

Finanças | 09:35

Impregilo ganha uma segunda vida no Brasil II

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4Espera-se que, nesta segunda passagem pelo Brasil, a Impregilo assuma uma postura de protagonismo em seus próprios negócios. Durante o período em que esteve associada à, a empresa acabou eclipsada pelos acionistas controladores, os herdeiros de Cecílio do Rego Almeida. Os sucessivos atritos societários levaram à ruptura. A biografia da Impregilo é marcada também por decisões inusitadas. A construtora ganhou a concorrência para a implantação e gestão do Metrô de Salvador, mas desistiu do negócio sem dar maiores explicações.

 

 



QUINTA-FEIRA, 30 10 DE 2014

Finanças | 09:01

Impregilo ganha uma segunda vida no Brasil I

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3A italiana terá direito a uma nova encarnação no Brasil. Dois anos após vender sua participação na EcoRodovias e deixar o país, a empresa prepara seu retorno. O ressurgimento se dará pelas mãos da conterrânea Salini, que comprou recentemente o controle da construtora. Renomeada de Salini Impregilo, a companhia pretende entrar na disputa pela construção e operação do metrô de Curitiba - a licitação está prevista para 2015. Já teria, inclusive, mantido entendimentos com o grupo JMalucelli, do Paraná, com vistas à formação de um consórcio para o leilão. Os italianos têm planos também de investir em concessões aeroportuárias.

 

 



QUINTA-FEIRA, 30 10 DE 2014

Finanças | 08:27

Reforço de caixa na Engevix

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2O caixa da deverá receber um reforço de R$ 600 milhões com a venda da Desenvix, braço de energia do grupo. A empresa tem como sócios a norueguesa SN Power e a Funcef. Os recursos serão usados para abatimento de dívida e investimentos em infraestrutura.

 

 



QUINTA-FEIRA, 30 10 DE 2014

Finanças | 07:55

NeoEnergia estuda venda de ativos no Brasil

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1Os espanhóis da NeoEnergia discutem alguns cenários para fazer caixa e aumentar os investimentos em geração no Brasil. Neste momento, a hipótese mais provável é a venda da, distribuidora de energia do Rio Grande do Norte. Em tempo: no passado recente, a Equatorial Energia teria demonstrado interesse pela concessionária potiguar. Procurada, a NeoEnergia não se pronunciou.

 

 



QUARTA-FEIRA, 29 10 DE 2014

Finanças | 17:27

TodoAzul rumo à Bolsa

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Untitled-1A Azul já teria batido o martelo: sua empresa de milhagem, a TodoAzul, vai aterrissar na Bolsa em 2015.

 

 



QUARTA-FEIRA, 29 10 DE 2014

Finanças | 17:20

Venda casada

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blogggSinal dos tempos: a Usina Santa Terezinha, um dos maiores produtores de etanol do sul do país, teria procurado a ADM em busca de um sócio. Foi a deixa para que os norte-americanos oferecessem suas usinas no Brasil.

 

 



QUARTA-FEIRA, 29 10 DE 2014

Finanças | 14:24

Grupo chinês quer operar postos de combustíveis no Brasil

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Untitled-1A Sinopec, que já tem um pé no pré-sal, mais precisamente no Campo de Carioca, tem planos de entrar no negócio de distribuição e comercialização de combustíveis no Brasil. A estatal é dona de uma das maiores redes de postos da China, a Sinopec Sales, com mais de 30 mil estabelecimentos. O grupo já mapeia o mercado brasileiro em busca de ativos. Seria uma forma de pisar com mais segurança em um território notoriamente hostil a forasteiros. Nos últimos anos, grandes empresas estrangeiras do setor ou deixaram o Brasil ou se associaram a redes nacionais.

 

 



QUARTA-FEIRA, 29 10 DE 2014

Finanças | 12:43

Mapfre e Capemisa bem pertinho

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Untitled-1A espanhola Mapfre não sai da porta da Capemisa, empresa de previdência privada com sede no Rio de Janeiro. Procuradas, as duas empresas negam qualquer negociação.

 

 



QUARTA-FEIRA, 29 10 DE 2014

Finanças | 11:19

Hyundai e Mitsubishi brigam no elevador II

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Untitled-1O principal projeto sobre a mesa é a ampliação da fábrica de São Leopoldo (RS), inaugurada neste ano. A unidade industrial terá capacidade para a produção de quatro mil elevadores por ano, um terço a mais do que a atual. O investimento da Hyundai tem um certo ar de mea culpa. Em determinado momento, os sul-coreanos descartaram a possibilidade de aquisições, apostando no greenfield. De binóculos, assistiram à Mitsubishi fechar a compra da gaúcha LGT. A operação, selada no ano passado, elevou a operação do grupo japonês no Brasil a um novo patamar. A Mitsubishi passou a ter uma carteira de pedidos de 2,8 mil elevadores até o fim de 2015. Já a Hyundai ficou lá para baixo, com cerca de mil encomendas no mesmo período. Os sul-coreanos esperam reduzir essa distância com a expansão da fábrica de São Leopoldo, que contemplará a produção de novos modelos, ainda mais sofisticados e, portanto, de maior valor adicionado.

 

 



QUARTA-FEIRA, 29 10 DE 2014

Finanças | 10:33

Hyundai e Mitsubishi brigam no elevador I

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Untitled-1Hyundai e Mitsubishi vêm travando um duelo acirrado no Brasil. Os dois conglomerados asiáticos se digladiam no mercado brasileiro de elevadores - segmento normalmente distante dos holofotes, mas que movimenta por ano mais de R$ 5 bilhões. Ambos brigam pelo andar de baixo do setor, leia-se os 10% de market share que escapam às mãos do trio de ferro Atlas Schindler, Otis e Thyssen. O próximo golpe neste embate será de autoria da Hyundai, que está prestes a anunciar um plano de investimentos de aproximadamente R$ 50 milhões no Brasil.

 

 



QUARTA-FEIRA, 29 10 DE 2014

Finanças | 09:17

Cavalo vencedor

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Untitled-1Jorge Gerdau (foto), que ficou na moita ao longo do páreo eleitoral, galopa em novos projetos. Pai de medalhista olímpico no hipismo, Gerdau estaria se associando a uma empresa de biotecnologia nos Estados Unidos, especializada no desenvolvimento genético de equinos.

 

 



QUARTA-FEIRA, 29 10 DE 2014

Finanças | 08:15

Mantega deve ganhar embaixada em Roma

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Untitled-1Como prêmio pelo batráquio que engoliu, Guido Mantega (foto) deve ganhar a embaixada do Brasil na Itália. Arrivederci!

 

 



TERÇA-FEIRA, 28 10 DE 2014

Finanças | 16:28

Meu trem, minha vida

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Untitled-1A direção da Randon leva a maior fé que o governo federal vai anunciar o Plano de Renovação da Frota Ferroviária. Em um momento de fraca demanda, só mesmo essa convicção justifica a decisão do grupo de aprovar um investimento de R$ 120 milhões para a ampliação da fábrica de Caxias do Sul. Procurada, a Randon negou o valor, mas não deu detalhes sobre o plano de investimento.

 

 

 

 



TERÇA-FEIRA, 28 10 DE 2014

Finanças | 15:35

Wagner e Meirelles saem na dianteira II

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blogO ex-presidente Lula defende que o custo Palocci é muito menor do que seu benefício. Mas a presidente Dilma, segundo apostadores de tradição, acha que se é preciso emplacar um da dupla, Meirelles (foto) é politicamente o mais soft, mesmo que menos afinado ao seu temperamento. Dilma está convencida de que o BC será o que já é: autônomo. Portanto, colocar no seu comando o pomposo Meirelles já não representaria o mesmo incômodo. De qualquer forma, a presidente pensa em uma novidade: antes da definição dos quadros da economia, Dilma enviaria formalmente, na função de interlocutores do governo para reuniões com o setor financeiro e o empresariado, Antônio Palocci, Henrique Meirelles, Jacques Wagner e, inclusive, Aloizio Mercadante - sim, por mais modorrentas que sejam as expectativas geradas por "Mercadados", ele está no jogo. Como pode se ver, as apostas são de que Dilma sinalizará mudanças que excitarão gulosamente as papilas gustativas do mercado. Se o sabor realmente será apetitoso, só o tempo dirá.

 

 

 



TERÇA-FEIRA, 28 10 DE 2014

Finanças | 15:13

Wagner e Meirelles saem na dianteira I

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blog 1"Eleição nova, governo novo, equipe nova." Ontem, as bolsas de apostas do mercado levaram ao pé da letra a declaração da presidenta Dilma Rousseff. Entre os ministérios mais relevantes,- acredite se quiser - superou Nelson Barbosa na pasta da Fazenda. Wagner (foto) se cercaria de uma boa equipe técnica, com nomes respeitados no mercado, a exemplo de Otaviano Canuto. Fala-se até que Joaquim Levy, hoje no Bradesco Asset Management, retornaria ao posto de secretário do Tesouro, que ocupou no governo Lula I - cargo, diga-se de passagem, carente de forte higienização depois de ter sido satanizado por Arno Augustin. No BC, Henrique Meirelles toma a dianteira, seguido de perto pelo atual nº 1 da autoridade monetária, Alexandre Tombini. Se essa composição der certo, o segundo mandato de Dilma repete os governos Itamar Franco e Lula I, ambos sem ministros da Fazenda "profissionais", digamos assim. Para quem não se lembra, o sociólogo Fernando Henrique Cardoso debutou na economia no governo Itamar, e o médico Antônio Palocci estreou no mesmo posto conduzido pelo comandante Lula. Palocci, aliás, continua no páreo. Não fosse o passivo de questionamentos à lisura do seu comportamento, estaria léguas à frente de Wagner.